A crónica de uma não participação…

Inauguro aqui uma nova forma de crónicas sobre BTT. As crónicas das não participações…

Conceito inovador, mas que merece ser experimentado, pois acabou por ser uma não participação espectacular. Trocando por miúdos, era suposto alinhar em mais uma prova do Xcm de maratonas da ACB, desta vez  em Sendim, Miranda do Douro, na prova organizada pelos Abutres do Douro. A impossibilidade da participação, prendeu-se por várias ordens de razão. A primeira, e ainda bem visível na minha mão direita, resultante de uma queda, que me provocou uma queimadura bem profunda, e ainda muito dolorosa, pese embora as 2 semanas que já passaram. Outra, de cariz logístico que impossibilitaria a participação, mas sobre a qual não cabe aqui versar.

Uma vez que já tinha reservado estadia, e não conhecia Sendim, para lá fomos sábado para ainda tentar fazer um pedestre (sim, também gosto de caminhar na natureza, junto com a minha directora desportiva, e companheira de armas). Escala técnica em Vila Real, e bute lá para Sendim.

IMG_20150607_103833

Turismo de afectos

E começou a surpresa, “La Tenerie” uma espectacular residência de turismo de afectos, sim, existe isso, e, onde fomos recebidos como velhos conhecidos, com uma simpatia, difícil de encontrar nos dias de hoje.

A temperatura estava elevada, embora suportável, e, decidimos então, embrenhar-nos pelo primeiro trilho que encontramos em direcção ao Douro, e que por acaso fazia parte do final da meia maratona, notando-se logo as excelentes marcações que os Abutres do Douro, já haviam colocado.IMG_20150606_201242 O destino era “Cais fluvial de Pizões”, para poder observar de perto as fragas pedregosas que o Douro tem que transpor, até chegar aqui à porta de casa…

O desnível era medonho… para terminar a maratona tinha que haver mesmo muito pulmão. Avaliando só os cerca de 10 km que fizemos, pareceu-me que é prova que iguala em termos de dureza  o organizado pelo BTT Ervedosa.

A directora desportiva....

A directora desportiva….

As paisagens eram de cortar a respiração, mas não tivemos coragem de chegar mesmo lá em baixo à margem. O que tínhamos andado, dava que pensar no regresso, e tornaria a coisa numa metade de meia maratona de BTT…

Vou ver o que saiu no Orux Maps, (até nisto tenho galo) para poder ter melhor ideia do desnível.

Ainda assim chegamos a tempo de um duche, e foi-nos recomendado irmos jantar a Atenor, aldeia ali próxima de Sendim, que realiza uma festa mesmo à minha medida, chamada “Ronda das Tascas” 🙂 . Festa onde milhares (milhares mesmo!) de pessoas se distribuíam pelas diversas artérias da aldeia, com  diversas tascas para  petiscar as iguarias da zona. Músicos em cada canto, os bancos ou eram fardos de de palha, ou de madeira, e as mesas paletes de madeira, tudo conjugado, dava uma espécie de ambiente celta mirandês, que me surpreendeu, onde pude ver muita juventude, e turistas espanhóis, e onde todos pareciam estar bem felizes com o ambiente irradiado. Depois de uns petiscos e uns canecos, regressamos.

A caneca oficial do evento...

A caneca oficial do evento…

Dia de prova, e não podia deixar o BTT Ervedosa ausente, e lá me desloquei para poder assistir à partida, conversar com alguns participantes, e sentir uma espécie de desalento por não poder ir pedalar.

A presença possível

A presença possível

Sob a prova e o percurso completo. não me posso pronunciar, mas acredito que tenha sido muito duro, para que também terá contribuído o calor que prometia aumentar durante a manhã. Parabéns a todos os que completaram, Parabéns ao BTT Abutres do Douro, que certamente organizaram uma prova espectacular.

Ainda tentei arranjar esta...

Ainda tentei arranjar esta…

No regresso decidimos, almoçar uma postinha a Miranda do Douro, e regressar, muito felizes por mais um belo fim de semana de BTT, sem andar de bicicleta…

Para terminar, um pensamento que neste momento me assola a mente, e que advém do facto de gostar de BTT;

No decorrer da nossa vida, somos por vezes atirados ao chão, e isso por vezes dói muito, mas tenho aprendido, que, de cada vez que isso acontece, tenho a sensação de que me ergo ainda mais forte…

Miranda do Douro

Miranda do Douro

FUI!

Até Sendim 2016, ou antes…

Percurso pedestre no GPSIES exportado do ORUX (!!!):

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  • Subscrever Blog via email

    Indique o seu endereço de email para subscrever este site e receber notificações de novos artigos por email.