Alte – Os homens e a serra no Algarve

Antes de mais, deixem-me saudar cada um de vós, que se atreve a ler as barbaridades que muito de vez em quando aqui escrevo.

Data: 25 de Abril de 2018

Local: Alte, Loulé, Algarve

Em gozo de férias, pelo Sul de Portugal em dia de comemoração da Revolução de Abril de 1974.

Naquele que foi baptizado como Dia da Liberdade, ocorreu uma ruptura com um regime político totalitário e fascista, abrindo-se as portas para que Portugal e o estado português se pudessem consolidar como democracia, pelo menos formalmente(…)

Liberdade é um conceito que não é muito fácil de definir, por se tratar de uma palavra daquelas tipo mágicas, que conseguem abarcar em si uma universalidade de conceitos, ora particulares, ora abrangentes, e, sempre diferente perante a óptica de cada um de nós, meros mortais.

Em Alte, Loulé, Algarve, esta data celebra-se com uma realização desportiva e cultural, que aglutina na sua organização umas boas dezenas de pessoas, que teimosamente ao longo de 20 anos, realizam um evento desportivo da modalidade de BTT, que paulatinamente se foi tornando uma referência incontornável do ciclismo todo o terreno em Portugal.

Com saudade de participar em eventos organizados, que reúnem algumas centenas de participantes ciclistas, procedi à minha inscrição, e à da minha inseparável directora desportiva, para participar no Trail de 13 km, inserido no programa do evento, uma vez ainda não estar capaz de pedalar. No fundo, de alguma forma era uma forma de matar saudades da inconfundível atmosfera e ambiente vivido num grande evento ciclístico.

Para nós era um passeio desejado, pela serra algarvia.

E, livremente, com a Liberdade do pensamento sem rédeas, alicerçada nos passos dados, um após outro, desfrutando da paisagem oferecida, tornou-se com o pendular passar de tempo, uma experiência inesquecível.

Num belo dia de Primavera, com “aquele” céu azul, e temperatura amena, fizemos uma bela caminhada, salpicada de tudo o que de belo a natureza nos tem para oferecer. Os verdes exuberantes, os odores da Natureza, as laranjas e as tangerinas que deliciavam os corpos sedentos por força do aumento da temperatura, que com a caminhada foi aumentando gradualmente.

Com marcações que não nos deixavam perder nas entranhas verdejantes da serra, achamos que valeu a pena mais uma viagem ao nosso interior, para novamente regressar ao nosso exterior… Em Liberdade!

Liberdade, que aconteça o que acontecer, não haverá machado para cortar a sua raiz.

 

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Hasta la vista!

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