Passadiços do Paiva – Arouca – O regresso à Natureza!

Boas!

Durante dois meses de inactividade forçada, e com obrigatoriedade de repouso, para recuperação de intervenção cirúrgica na coluna vertebral, lembrei-me que ainda tinha este blogue pessoal deixado ao abandono nos escombros desta internet cada vez mais invasiva. Este sítio é uma espécie de acervo de memórias de “aventuras” que fui vivendo, e que daqui a uns anitos de certeza que vou gostar de revisitar.

O tema que domina tudo o que aqui foi sendo escrito durante uns anos centrou-se no ciclismo, vertente todo o terreno, que é (foi…?) uma forma espectacular de “evasão” da vida agitada que vou vivendo. A “evasão” para ambientes não corrompidos pela presença de muitos humanos, para mim funciona como um verdadeiro elixir com poderes especiais que me dão força para poder continuar a famigerada luta do dia a dia. A “Natureza”, o ar livre, as paisagens deslumbrantes que pude desfrutar, os desafios de superação pessoal que fui vencendo, muitos deles com elevada dose de sofrimento físico, mas sempre efémero, acabaram por fazer de mim uma espécie de “viciado” nestas fugas da realidade. Também não posso deixar de recordar os felizes momentos de camaradagem e amizade que me fizeram ficar mais rico.

Por estas alturas do ano de 2017, por impossibilidade física não posso voltar a andar de bicicleta naqueles sítios onde a respiração ora era cortada pela falta de fôlego, ora pela esmagadora força da beleza de sítios que visitei por este jardim plantado a beira do mar. Vai daí, decidi prescindir das duas rodas, e utilizar os dois pés… para uma tentativa de iniciar outra actividade que tem muitos pontos de contacto com a “evasão” pretendida; conhecida por pedestreanismo, hiking, ou trekking. Basicamente é caminhar!

“Uma longa viagem começa com um único passo – Sun Tse”

“Uma longa viagem começa com um único passo – Sun Tse”

O primeiro passo foi dar um pequeno restyling no blogue, e o segundo foi a escolha do local de abertura das hostilidades no terreno. E o local escolhido de acordo com a minha inseparável companheira de vida recaiu sobre:

    • Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro. São 8 km que proporcionam um passeio “intocado”, rodeado de paisagens de beleza ímpar, num autêntico santuário natural, junto a descidas de águas bravas, cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa. O percurso estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia que ficará, com certeza, no coração, na alma e na mente de qualquer apaixonado pela natureza.

As fotos:

  • Partida: Areinho / Espiunca
    Distância a Percorrer: 8700m (linear)
    Duração Média: 2h e 30m
    Nível de Dificuldade: Alto
    Desníveis: Acentuados
    Tipo de Percurso: Pequena Rota
    Âmbito: Desportivo, Cultural, Ambiental e Paisagístico
    Época aconselhada: Todo o Ano Passagem por Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31); Falha de Espiunca (G32)
    Gestão e Manutenção: Município de Arouca
  • (fonte: http://www.passadicosdopaiva.pt/)

As impressões que ficaram corresponderam e superaram em muito aquilo que imaginava, o percurso é de uma beleza incrível, proporciona uma viagem que fica foto graficamente gravada na mente de forma muito incisiva. Como já não uso câmera fotográfica, apenas o telefone serviu para tirar umas fotos que irei partilhar, e que não me canso de as rever. O percurso linear é algo exigente fisicamente, se for realizado nos dois sentidos. No entanto pode ser desfrutado de várias maneiras, tipo ir até meio (Vau) e regressar, ou numa das extremidades apanhar taxi para o ponto de partida. Eu e Anita decidimos iniciar em Espiunca, porque pretendíamos ir e regressar. Partindo-se dali, o regresso é maioritariamente em descida desde Areinho, o que ajuda sempre nestas coisas. Adorei toda a paisagem, e achei impressionante uma nano-micro muralha da China ao chegar a Areinho que com os seus quatrocentos e muitos degraus nos faz transpor 200 metros de desnível. Vale mesmo a pena experimentar! Confiar no GPS para nos levar lá, e após ir a Alvarenga comer um belo de um bife de carne Arouquesa, que é uma delicia. (vícios do BTT… :-)

Resultado: Um empeno razoável nos músculos das pernas, mas a sensação de que valeu a pena. Já estou a planear outra dose, desta vez revisitar a Senhora do Marão  de dia, e passo após passo. Já só falta escolher o restaurante!

O percurso via sports tracker:

Boas Caminhadas!

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